Revista do Centro de Cultura Social n.5 Ver maior

Revista do Centro de Cultura Social n.5

Produto novo

Editora: CCS    Ano: 2025  53 Pags

Mais detalhes

R$ 20,00

Mais informações

Eis que o Centro de Cultura Social lança o 5º número de sua revista.

Nesse, uma das preocupações cen­trais é a forma como hoje se entende a questão da liberdade.

Em tempos de ascensão da extre­ma direita fala-se muito em “liberdade”, para os neofascistas, o máximo da liber­dade vem, por um lado do Neolibera­lismo Econômico que ganhou projeção a partir dos anos de 1980 com Ronald Reagan, presidente dos EUA (1981- 1989) e Margareth Thatcher, primeira ministra do Reino Unido (1979-1990) que defendiam maior poder de atuação do setor privado em detrimento do pú­blico, o chamado “estado mínimo” e a abertura econômica dos territórios que se intensificam com a globalização. Um estado que deveria intervir o mínimo para que a economia se autorregulasse. Para atingir esses objetivos os neofas­cistas trabalham para privatizar o que é público. Tudo que foi criado pelo esfor­ço dos trabalhadores – passa a ter dono que enrique à custa da cobrança daquilo que os produtores construíram.

Outra faceta cruel desse neolibe­ralismo é a precarização da legislação trabalhista e o ataque aos direitos so­ciais conquistados pelas luta dos traba­lhadores e trabalhadoras contribui para isso a mentira amplamente propalada do empreendedorismo e a meritocracia resultando na precarização do trabalho através da pejotização e uberização. É o salve-se quem puder do individualismo egoísta burguês contra a ação organiza­ção coletivamente de forma horizontal, autogestionária e solidária dos que tudo produzem.

Do ponto de vista do liberalismo político, principalmente nas últimas duas ou três décadas, o crescimento das chamadas redes sociais mantidas pelas empresas de “big techs” que dominam mercados globais, fortalecem os que de­têm o poder para influenciar e intervir diretamente na economia, política e na vida em sociedade.

Nessa onda neofascista também ganhou força o anacronismo chamado anarcocapitalismo, que de “anarco” não tem absolutamente nada, outra forma de neoliberalismo, que na prática ao in­vés de lutar contra o estado, o fortalece.

Diante dessa realidade Noam Chomsky afirma que na extremidade “progressista” do que se convencionou chamar de neoliberalismo, está Walter Lipmann que argumenta que “o público precisa ser colocado em seu devido lu­gar”, para que os “homens responsáveis” possam governar sem a interferência de “pessoas de fora, ignorantes e intro­metidas” cuja “função” é serem apenas “interessados espectadores da ação”, periodicamente selecionando membros da classe dirigente nas eleições, depois voltando às suas preocupações parti­culares. Os reacionários estatistas ditos “conservadores” normalmente adotam uma linha mais dura, rejeitando até mesmo o papel dos espectadores.

Cada vez menos os que detêm o poder econômico e seus representantes na esfera político partidária precisam da DEMOCRACIA; Se, como antes disse Malatesta essa era a forma menos nefasta de administração da sociedade, o governo do povo era uma mentira que acorrentava sempre um pouco o mentiroso e limitava seu bel-prazer1

Atualmente o “povo soberano” é cada vez mais espectador, as decisões são to­madas em nome do povo, porém mui­tas vezes são contrárias ao povo, mas pensar que se é livre, mesmo não sendo verdade, é melhor que saber e aceitar a escravidão como algo justo e inevitável.

Em grande parte, o resultado des­se entendimento da liberdade é o já ci­tado individualismo egoísta burguês, para quem a liberdade existe para sua satisfação pessoal, novamente citando Chomsky, assim temos “a difusão do modelo social terceiro-mundista com ilhas imensamente privilegiadas em meio a um mar de misérias e desespe­ro”

Enfim, trazemos para essa nossa reflexão textos como o do italiano, filo­sofo e educador Francesco Codello que discuti o significado do termo educa­ção, o papel do educador e do educando diante do projeto anarquista de edu­cação libertária para um novo homem livre que rompe com o passado. Do so­materapeuta João da Mata que comenta as ideias de liberdade, autonomia, auto­gestão, o termo libertário e práticas da liberdade. De Peterson Silva que visita correntes do pensamento político e te­oriza sobre liberdade demonstrando diferenças entre elas e os anarquistas. De Rojda Dandara, Rojava internacio­nalista que aborda a liberdade a partir da luta em Rojava pela independência e direito a autodeterminação. Da pro­fessora e pesquisadora Samantha Lodi que reflete sobre o papel das mulheres, principalmente as anarquistas nas lu­tas pela liberdade. Do Professor Sílvio Gallo relacionando a educação liber­taria e outras formas de pensar a edu­cação e liberdade e Sofia Fernandes é artista visual e arte educadora que trata de artistas que não tiveram em vida seu valor reconhecido, sendo censurados de diferentes formas.

Comentários

Nenhuma avaliação de cliente no momento.

Escrever uma avaliação

Revista do Centro de Cultura Social n.5

Revista do Centro de Cultura Social n.5

Editora: CCS    Ano: 2025  53 Pags